FAMÍLIA: QUEM ESTÁ NO CONTROLE?

Boa pergunta, não acham?

Toda boa pergunta pode nos levar a reflexões. A seguir, algumas considerações pelas experiências vividas durante anos junto aos que participam dos círculos de debates – circulistas, amigos e familiares.

Muitos pais e educadores enfrentam dificuldades no controle saudável que se deve ter em casa para manter a rotina que se precisa na condução da educação. Os cuidados não se restringem a alimentação, banhos, troca de roupas, fazer dormir… Tem muita coisa envolvida além dos cuidados básicos de amor e segurança.

Mesmo tendo a teoria, vem a pergunta óbvia: Como conciliar o trabalho profissional e doméstico, atenção ao companheiro e cuidado com os filhos? A incerteza diante do desafio pode causar insegurança, cansaço e, muitas vezes, o desequilíbrio emocional, nada saudável para se manter no controle da educação e comando da casa. Aí vem a importância da rede de apoio, que deve ser formada por pessoas munidas de conhecimento e subsídios de como conduzir a educação daquele lindo ser que chegou e foi capaz de mudar rotinas, comportamentos…

As mudanças atualmente acontecem de maneira intensa, rápida e não podemos educar como fomos educados, como nossos pais foram educados e como nossos avós foram educados. Os tempos são outros, com diferentes situações comportamentais e possiblidades.

Nós, enquanto pais e educadores, somos questionados ou testados constantemente quanto à condução da educação, especialmente quando a educação envolve limites e valores, valores estes que se não forem internalizados e praticados dificilmente vencerão a concorrência com os meios externos que adentram aos lares sem pedir licença e tomam o controle na família.

Sejamos atentos e cuidemos para que a fatura que certamente chegará, seja pequena. Para tanto, fica a sugestão dos papeis estarem bem definidos: pais serem pais, filhos serem filhos e a família ser a primeira educadora, assumindo suas responsabilidades e não terceirizando os cuidados e educação dos filhos.

Assim, quando a adolescência e juventude chegarem já estará estabelecido o sólido e necessário vínculo afetivo para o bom relacionamento com os filhos e/ou educandos.

Acreditamos que se respeitados os direitos, obrigações e responsabilidades será mais tranquilo o exercício de quem deve estar verdadeiramente no controle de maneira saudável, harmoniosa e educativa.

Marlene de Fátima Merege Pereira – Associada da Escola de Pais de Curitiba 

marlenefmpereira@gmail.com

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