Ética não é Cosmética

A palavra “Ética” vem do grego ethos, que por sua vez, possui o significado de morada do homem. Diz o ditado popular: A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, mas que não fáceis de explicar, quando alguém pergunta.

A ética é algo imprescindível em todas as áreas da vida, principalmente quando falamos de relações familiares já que temos a família como a base de todo indivíduo.

A família é responsável pelas primeiras noções de ética do indivíduo, os pais proporcionam exemplo a ser seguido pela criança. Ética se constrói nas pequenas ações do dia a dia do ser humano.

Por outro lado, a família pode ser a fonte de más influências, não ensinando conceitos éticos e direcionando a criança para um modelo de prejuízo para a sociedade. Um exemplo de como os pais podem deturpar os valores que deveriam ser passados é quando a violência, seja ela de qualquer tipo.

As relações humanas são pontuadas pela ética ou pelo modo de viver de cada um, pois vivemos em uma sociedade que está em constante mudança, e junto com essas mudanças estamos enxergando o que não queremos, a crescente violência tanto física como moral, que continua sendo gerada pela desvalorização à vida, presença marcante no mundo atual.

Teoricamente falando, os princípios éticos são cheios de verdade e sensibilidade, porém, se reduzidos ao papel, soam até românticos. A solidariedade, a justiça, a honestidade, o respeito, a incorruptibilidade são só belas palavras se não praticadas. Ser ético abrange o conhecer e o praticar tais princípios. E o praticar consciente e espontâneo, sem a pressão de olhares ou ordens.

A ética é uma ferramenta, criada através dos tempos, durante o processo natural da reflexão humana, para demarcar as relações do individuo com o mundo ao seu redor. Sem ética, uma sociedade torna-se corrupta, desonesta, injusta, desigual, imoral. Problemas sociais surgem e/ou se intensificam, o desrespeito ao cidadão torna-se prática comum e as pequenas relações sociais são deturpadas.

Mesmo vivendo numa sociedade globalizada, contemporânea e em constate evolução tecnológica, pautada na satisfação imediata, agilidade, nas novidades científicas e tecnológicas, ainda nos deparamos com a incapacidade humana de administrar, refletir e estabelecer diretrizes para a proteção e respeito da própria raça. Esquecendo que a ética deve ser vista com uma espécie de alicerce na construção da sociedade.

Devemos aprender a dialogar entre os pares, interagir para juntos lutarmos por nossos valores e atitudes, onde a ética deve fundamentar um movimento de luta pelos ideais da humanidade, onde esses valores e atitudes necessitam ser apresentados e desenvolvidos no ambiente familiar.

Quem veste a camisa da ética procura – e alcança – uma interação mais harmoniosa com sua família, com seus colegas de trabalho, com as pessoas em geral, com o planeta e consigo. A ética é importante nas decisões do indivíduo, como na escolha dos governantes, e importante no mandato destes. Ela vem nortear aqueles que trabalham para conduzir o futuro de uma nação.

A realidade de muitos países, inclusive do Brasil, seria outra se o principio “ser ético” fosse mais difundido e assimilado em todos os ramos da sociedade. Apesar de esquecida, a ética é, e sempre será, a base necessária para a recuperação e consolidação moral de um povo, garantindo desenvolvimento e qualidade de vida à muitas gerações.

Lembrando que: a corrupção PE possível, mas não obrigatória e que, a “Ética” e o “Combate a Corrupção” se iniciam em nós. Homens são como tapetes têm de ser sacudidos. Sempre é tempo de mudar.

Finalmente, que possamos compreender que “ética” não é “cosmética”…e que não há nada melhor do que podermos olhar para o espelho e vermos o reflexo de um rosto limpo, sem artifícios. Ao contrário do que parece, ética é essencial, e sua prática, indispensável.

Pense nisso!

 

Regina Lustres Azevedo Gabriele

Advogada, Pós-graduada em Direito Educacional, Educadora Representante Nacional – EPB

Publicado na Revista do 45º Seminário Regional da Seccional de Curitiba: “Ética na Relações Familiares”

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