Biguaçu

Quando falo de Biguaçu,

Algo forte bate em meu peito.

Defendo tudo que tens de bom,

Pois pra mim não tens defeito.

Que saudades das tropas de bois,

Das carroças e das ciganadas.

As crianças corriam atrás deles

E dos cavaleiros levavam relhadas.

O grupo escolar José Brasilício,

Este era igual nosso lar.

Estudávamos com entusiasmo,

Lá aprendemos ler, escrever e amar.

Na praça havia grandiosas festas

Com touradas, parques e barraquinhas.

Os alto-falantes mandavam mensagens

Para namoradas, amigas e vizinhas.

Ah! O cinema foi demolido,

A Alameda deu seu lugar ao progresso,

O clube 17 de maio pede socorro,

Mas para o BAC ainda temos ingresso.

Biguaçu tem muita história

E também bastante cultura.

Parabéns aos que aqui trabalharam

Com sabedoria e muita bravura.

Alzira Maria Silva dos Santos – Professora alfabetizadora. Membro da Academia de Letras de Biguaçu e de Gov. Celso Ramos

Extraído do poema Biguaçu

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